O TikTok quer deixar de ser apenas uma rede social e dar um salto para o mundo financeiro. A empresa, pertencente à ByteDance, pediu autorização ao Banco Central do Brasil para operar como fintech, um movimento que pode transformar a forma como os utilizadores lidam com dinheiro dentro da aplicação.
De acordo com as informações conhecidas, o pedido envolve duas licenças. A primeira permitiria ao TikTok funcionar como emissor de moeda eletrónica, criando contas digitais onde os utilizadores poderiam guardar saldo, receber transferências e fazer pagamentos diretamente na app. A segunda licença está ligada à criação de uma sociedade de crédito direto, o que abriria a possibilidade de conceder empréstimos ou intermediar operações de crédito.
ByteDance quer tornar TikTok numa Fintech
Na prática, isto significa que o TikTok pretende integrar serviços financeiros no seu próprio ecossistema. Em vez de apenas consumir conteúdos ou fazer compras pontuais, os utilizadores poderiam pagar, transferir dinheiro ou até pedir crédito sem sair da plataforma. Este tipo de abordagem já existe noutras fintechs, mas ganha uma nova dimensão quando surge dentro de uma rede social com milhões de utilizadores ativos.
Atualmente, o TikTok já disponibiliza algumas funcionalidades de pagamento, usadas sobretudo para compras internas e envio de presentes em transmissões ao vivo. No entanto, essas opções são limitadas e não permitem, por exemplo, manter saldo livre ou fazer transferências externas entre utilizadores.
Este passo mostra a importância do mercado brasileiro para a estratégia da ByteDance. Com uma base de utilizadores muito significativa, o país torna-se um terreno ideal para testar novas formas de combinar entretenimento, comércio e serviços financeiros.
Se a autorização for concedida, o TikTok poderá tornar-se muito mais do que uma app de vídeos curtos, aproximando ainda mais o momento da descoberta ao momento da compra e misturando conteúdo com consumo de forma quase invisível.