O que eu gostaria de ver (e não ver) no próximo iPhone

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Hoje, enquanto estava a navegar pelos meandros da Internet, procurando saber o que se passa pelo mundo da tecnologia de forma a manter os leitores do Life Patch informados, deparei-me com vários rumores sobre os próximos iPhones, assim como sobre aquilo que é possível as gerações seguintes oferecerem aos consumidores. E, perante toda aquela informação, pus-me a pensar: o que é que eu, Pedro Alves, gostaria de ver (ou não) num próximo iPhone?

Comecemos por aquilo que não tenho vontade nenhuma de ver num dos próximos smartphones da maçã: um dobrável.

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Honestamente, não acho grande piada aos dobráveis, pelo menos nos moldes atuais e com a tecnologia presentemente existente. É certo que, no caso por exemplo do Samsung Z Flip, um smartphone grande torna-se pequeno e prático num abrir e fechar de olhos, mas a que custo? Preços exorbitantes, peças caríssimas, reparações difíceis ou em alguns casos impossíveis de realizar (ou pelo menos inviáveis). Será que o risco de danificar um objeto tão sensível compensa o status e o estilo que oferecem na rua? Eu acho que não. Claro que posso estar a ser influenciado pelo facto de trabalhar em reparações, mas tenho quase a certeza que não é o caso. Resumindo: um iPhone dobrável não me chamaria a mínima atenção. E aquele vinco no meio do ecrã então…

Outra coisa que não me chama minimamente a atenção, e como tal não gostava de ver num próximo iPhone, mas que já está presente em alguns smartphones Android: Touch ID (sensor de impressão digital) no botão de power lateral, como existe por exemplo no iPad Air mais recente. Passo a explicar: eu não sou capaz de usar um smartphone sem capa (aliás, nem smartphone nem coisa nenhuma, até o meu comando da PS4 está protegido). Como tal, Touch ID no botão power seria para mim inútil, pois iria andar sempre tapado (e não, não quero usar uma capa que não tape os botões). Além disso, já tive oportunidade de testar esta solução num Samsung Galaxy S10e, e não acho que seja algo prático nem confortável. Por outro lado, Touch ID no display já seria algo que me agradaria ter presente no meu próximo iPhone. O Face ID é muito seguro e funcional, mas torna-se inútil quando estamos de máscara. Ter um Touch ID frontal como alternativa para quando temos a “cara tapada” seria uma solução simplesmente perfeita, pelo menos a meu ver.

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Ainda dentro do assunto das formas de desbloqueio, escusado será dizer que um notch mais pequeno ou até mesmo ausente (com a inclusão dos sensores numa borda negra, por exemplo, tipo iPad Pro) é algo que já está mais que na hora de vermos implementado. Aquele notch enorme já não tem razão de ser. O mundo avançou, Apple.

E avançou de tal forma que também já não há justificação para manter o iPhone sem porta USB-C. A manutenção da ligação Lightning é pura e simplesmente uma birra que a empresa de Cupertino insiste em fazer. Todos os equipamentos portáteis da Apple, com exceção dos iPhones, iPod Touch e dos iPads mais baratos, usam USB-C. Os Macbook Pro apenas possuem estas portas desde 2016, algo que na altura causou controvérsia, mas mesmo assim a Apple avançou. Mas, e o resto dos dispositivos??? Porque é que posso ligar uma pen drive diretamente a um iPad, mas num iPhone (que também já lê dispositivos externos nativamente) preciso sempre de adaptadores? Isto é algo a rever também, principalmente numa altura em que já não há carregadores nas caixas supostamente devido a preocupações ambientais. O ambiente agradeceria se se pudesse usar o mesmo cabo para tudo.

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Não diretamente relacionado ao iPhone em si mas sim ao iOS, não vejo motivo para, numa altura em que os smartphones estão cada vez maiores, não termos a possibilidade de dividir o ecrã de forma a utilizar duas aplicações ao mesmo tempo. Tal funcionalidade era uma grande ajuda no que à produtividade diz respeito, e seria tão fácil de implementar…

Para terminar, apenas mais um aspeto: gostaria que a Apple revisse os seus equipamentos de entrada de gama. Passo a explicar: o recentemente apresentado Samsung Galaxy S21 chegou pelo mesmo preço do iPhone 12 mini de 128 GB, mas o modelo coreano é superior e mais completo em praticamente todos os aspetos. O 12 mini ganha e atrai o público alvo exatamente pelo que o próprio nome indica: o seu tamanho. Não se justifica a ausência de uma lente telefoto, por exemplo, quando o seu rival a tem pelo mesmo preço. Atenção que não estou aqui a chamar a guerra iOS vs Android ao assunto, apenas a comparar equipamentos contemporâneos e de preços semelhantes. E, na minha opinião, a marca coreana ganha esta batalha, e de caminho ainda oferece uns Galaxy Buds Live e uma SmartTag a quem fizer a pré-compra do Galaxy S21. Só nisto, são 200€ em ofertas. A Apple nunca dá nada…

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Conforme fui deixando claro durante o texto, este artigo reflete a minha opinião pessoal apenas, não devendo a mesma ser confundida com a opinião geral ou linha editorial da restante equipa do Life Patch. Sou utilizador Apple (e não só) mas fã de tecnologia em geral, e como tal afirmo que deve haver abertura de opinião e de comparação, de forma a reconhecer o valor de diferentes equipamentos, para além do status social e da aprovação alheia que os mesmos possam despoletar.

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Pedro Alves

Pedro Alves

Entusiasta por tecnologia, está sempre em busca de nova informação. Amante de animais, da Lego e de Fórmula 1. Conduzir ao som de uma boa banda sonora faz parte dos seus momentos de descompressão.

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