O 5G faz mal à saúde? Mitos e verdades que deve saber

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O 5G faz mal à saúde
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A chegada da rede 5G a território nacional tem sido tema de conversa um pouco por todo o lado, em virtude da sua chegada tardia a Portugal. Apesar disso, as operadoras nacionais de telecomunicações como por exemplo a NOS e a Vodafone, já estão a disponibilizar a rede 5G aos seus clientes, ainda que nem todos sejam elegíveis por razões óbvias. É uma tecnologia que só agora está a dar os primeiros passos no nosso país. Apesar destas noticias serem positivas para muitos, a verdade é que é olhada com desconfiança por outros. Muitos cidadãos questionam se a tecnologia 5G faz mal à saúde. Neste artigo, veja quais os mitos e as verdades que deve saber acerca das redes 5G.

Tendo em conta que a tecnologia 5G terá uma capacidade muito mais elevada na transmissão de dados, velocidade de download/upload e uma menor latência face ao 4G, as dúvidas sobre o perigo do aumento das radiações eletromagnéticas surgem, e com toda a naturalidade. É perfeitamente legítimo os cidadãos questionarem-se se realmente as novas tecnologias são prejudiciais à saúde ou não. Afinal, a esmagadora maioria das pessoas não tem conhecimento técnico do funcionamento das comunicações sem fios.

Apesar disso, é recorrente circular na internet informação que ao invés de esclarecer as dúvidas das pessoas, simplesmente distorcem a realidade e fomentam teorias da conspiração, que em nada correspondem à verdade. Isso é observado com maior relevância nas redes sociais. Por lá, facilmente se encontra informações de que a tecnologia 5G é responsável pelo aparecimento de cancro, depressão e até pela propagação do Covid-19. Será isso verdade?

Tecnologia 5G faz mal à saúde? Quais os perigos?

Antes de mais nada, o leitor tem de saber que existem limites de segurança para os campos eletromagnéticos. Os valores de referência estão definidos a nível internacional pela International Commission on Non-Ionizing Radiation Protectione (ICNIRP) e pela Organização Mundial de Saúde (OMS) que estabelece limites na exposição aos campos eletromagnéticos. Nesse sentido, as faixas de frequência que irão ser utilizadas pelas redes 5G em Portugal estão cerca de 50 vezes abaixo dos níveis de referência recomendadas internacionalmente pela OMS e pela ICNIRP.

A OMS afirma que apesar de extensas pesquisas, não há evidências que concluam que a exposição a níveis baixos de radiação eletromagnética seja prejudicial à saúde humana. Além disso, os vários estudos que têm sido realizados ao longo dos anos sobre os potenciais efeitos das emissões das redes moveis vão ao encontro das afirmações da OMS, ou seja, não há dados que sustentem que os valores limite definidos para as radiações eletromagnéticas tenham qualquer impacto negativo na saúde dos humanos ou outro tipo de vida.

O 5G faz mal à saúde

Os dispositivos móveis com suporte ao 5G também são obrigados a estar em conformidade com os limites de segurança relativos aos campos eletromagnéticos. Assim sendo, todas as fabricantes estão obrigadas a assegurar todas as normas de segurança e proteção dos utilizadores antes da sua colocação no mercado.

Com a evolução tecnológica, a eficiência das redes 5G é naturalmente mais elevada que as anteriores gerações móveis. Com efeito, essa eficiência ajuda a minimizar as interferências, prolonga a vida útil da bateria dos equipamentos móveis e claro, limita a exposição dos utilizadores aos campos eletromagnéticos. É essa eficiência que permite a tecnologia 5G utilizar menos potência que as atuais redes móveis para executar serviços semelhantes.

Com a propagação das redes 5G, a verdade é que a energia global em utilização será maior, contudo o uso do campo eletromagnético será menor por cada metro quadrado. De certa forma, isso beneficiará a população pois ficará exposta a níveis inferiores de radiações eletromagnéticas à medida que a rede 5G vai aumentando. Em suma, as evidências e os estudos feitos até agora apontam claramente que a tecnologia 5G não faz mal à saúde.

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Samuel Pinto

Samuel Pinto

Nascido na belíssima cidade berço, tem como preocupação a relação entre o Homem e a tecnologia. “O problema não é se as máquinas pensam, mas se os homens o fazem” - Skinner

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