Nunca quis isto: Adeus Android… Olá iOS! – Parte 2

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Chegou a hora de conhecerem finalmente todas as peripécias e falhas que tive (e estou a ter) com o então escolhido iPhone 11 Pro Max.

Se não sabem como cheguei a esta escolha, estão desde já em atraso, pois já lançámos a parte 1 deste artigo e o melhor é passarem por lá antes de tudo.

iOS – O início da aventura!

Ora sendo eu uma utilizadora ferrenha do android, mudar para iOS tinha tudo para correr mal ou pelo menos ser mais divertido do que o habitual… e foi!

Comecemos pelo princípio, vamos ligar o telemóvel!

Por acaso, já tinha tido esta questão uns dias antes no meu trabalho e por isso já não me engavam nessa parte (iOS 0 – 1 Andreia). E para quem acha que não é difícil ligar ou desligar um iPhone, para o desligar é preciso carregar em duas teclas que no android fazem um printscreen

Com o iPhone já ligado, fui informada de que poderia migrar os dados do android com uma aplicação e pensei “Uau, estou safa”, esta frase deu-me cerca de 10 segundos de alívio porque assim que vi o ecrã seguinte… dizia ter uma previsão de tempo de 3 horas e 30 minutos para concluir o processo. Oh não…

Imagem: Apple.com

Devo dizer que iniciei este processo eram 2 da manhã… e por isso mesmo, eis o primeiro conselho proveniente da minha migração: não a façam assim pois facilmente passam tudo, posteriormente, quando instalarem a vossa conta Google no telemóvel, se assim pretenderem.

Quando decidi parar a migração (não é aconselhável), o iOS pergunta se eu tenho Apple ID e os meus olhos até brilharam: “Tenho sim senhora, vamos lá a isto!”. Mas foi sol de pouca dura, a segunda mensagem que obtive no meu novíssimo iPhone era “Não é possível aceder….”. Depois de, sem exagero, dez tentativas fui verificar a password e estava tudo bem, o erro era do Apple ID. Nesta altura, achei por bem largar o smartphone, dormir e no dia seguinte pela fresquinha começar de novo.

No dia seguinte, eis a descoberta, as contas antigas não têm a autenticação em dois passos! Sendo que eu apenas tinha uma conta Apple para aproveitar o Apple Music Premium, que a minha operadora oferece, também não tinha muitos dados na conta e por isso quando pedi para repôr as respostas das questões de segurança… não dava!

Bom, Apple a ser Apple, toca de criar um novo Apple ID e ligar esta coisa. Nunca tive tanto tempo para experimentar um telemóvel. Com isto já era quase meio dia do dia seguinte, mas ao menos já tinha o iPhone ligado. E eis a segunda questão, a aplicação do Facetime e das mensagens ficou activa com o Apple ID que não tinha dado inicialmente, por isso segue outra dica: tenham em atenção e se tiverem o mesmo problema que eu tive então validem a qual conta é que as aplicações ficaram efectivamente associadas.

Imagem: Apple.com

Nesta altura do campeonato o jogo já estava para aí pelos iOS 9999 – 1 Andreia, mas nada de desanimar.

Vamos colocar os nossos contactos de forma manual para não ter qualquer falha, já que eu prefiro ter trabalho do que queixar-me depois (imaginem-me já a rir ao escrever esta frase, pobre Andreia do passado).

Ir ao Google, exportar um vCard, ir à iCloud e importá-lo. Impossível falhar, e por isso assim que importo os contacto eis que vejo tudo em duplicado. Maravilha!
Vou validar o vCard e está um contacto por pessoa, tudo certo.

Já no desespero, vou mas é apagar à mão que também só tenho cerca de 300 contactos! Mas, querem saber da melhor? O iCloud não funciona assim tão bem no browser, por isso acabei por obviamente desistir já que não conseguia usar a famosa setinha do meu teclado para andar para baixo e para cima nos contactos. E sim, tentei em várias janelas, softwares e computadores diferentes. Per – fei – to!

Mas vamos lá esquecer isto tudo, se ainda não se riram com o meu excelente desempenho nas primeiras horas com o iPhone, têm o coração em forma de rocha.

Fotografia: Geek’alm

Entretanto saiu um vídeo no canal de Youtube a que pertenço, já agora se não conhecem passem por lá, e claro que é necessário colocar tudo nas redes sociais. E como se faz um enter dentro da aplicação Instagram? Fui ao meu grupo, no Messenger, recheado de donos de maçãs e lá fiz a pergunta ridícula e lá foi respondido. Tenho de clicar num botão para ter acesso ao enter!? Aiiii, isto vai custar mais do que eu imaginava.

Mas nem tudo é mau, o iOS tem a possibilidade de fazerem o vosso emoji, por isso obviamente tinha de criar o meu antes de tudo porque é fofinho enviar a nossa cara com corações em vez de uma bola amarelinha. E para quem tiver curiosidade, está aqui em baixo e acho que ficou bem catita.

Sendo que a vida não são só emojis, vamos lá acabar de configurar o smartphone e eis o meu próximo conselho: se usam Gmail, continuem a usar Gmail e não sincronizem a vossa conta na aplicação de correio electrónico do iOS. O que acontece é que, dado o Gmail ter aquele sistema em que faz a diferenciação entre e-mails de promoções ou outro tipo de comunicações, acabamos por ter dezenas de e-mails por ler. Caso sincronizem a vossa conta Google na aplicação nativa do telemóvel, todas as vossas comunicações no e-mail vão ficar misturados e de repente passam a ter 500 e-mails por ler!

Mas vamos à utilização do dia-a-dia…

Finalmente tenho o equipamento configurado para o conseguir utilizar. E hora de ir à Vodafone pedir um eSIM para passar o cartão do Geek’alm para o iPhone.

Aqui inicia uma visita diferente do habitual à loja, a menina da Vodafone olhou para mim como se lhe estivesse a pedir algo de outro planeta, passado algum tempo a olhar meio assustada eu lá disse noutras palavras: “Cartão SIM Virtual?”. A resposta foi tão rápida que nem valeu a espera que tive na loja. A Vodafone ainda não tem eSIM em Portugal, sendo uma das maiores operadoras por cá, nunca pensei que ainda não tivesse. Este sim, é o meu primeiro problema real com o iPhone: eu uso 3 cartões diariamente um pessoal, um profissional e outro do Geek’alm. Os três são Vodafone!

Fiquei, realmente, sem saber o que fazer com a questão dos cartões. Por agora, irei manter o que menos utilizo num smartphone alternativo, mas andar com três equipamentos não é viável.

E o Smartwatch? Como ficou?

Outra das preocupações que tinha no artigo anterior foi a utilização do Samsung Galaxy Watch e este é então um ponto que temos mesmo de falar.

Fotografia: Geek’alm

O relógio funciona melhor do que nunca, a única diferença na configuração é que eu conseguia controlar as aplicações que enviam notificações para o relógio no próprio smartphone (na aplicação do Galaxy Watch). Agora, para bloquear notificações, tenho de receber alguma e seleccionar os 3 pontinhos que aparecem no próprio relógio. Por um lado é mais complicado, porque por vezes recebo a notificação e não penso imediatamente se quero ou não ser alertada por essa aplicação.

No que toca ao funcionamento geral, até a meteorologia me indica todos os dias de manhã, coisa que no android não acontecia. Assim sendo e em resumo, estou mais feliz com o meu Galaxy Watch a funcionar com iOS do que com o android anterior (lembro que, como indicado, o android que eu usava não é Samsung).

E a Siri? É melhor ou pior?

Esta resposta é clara como água, apesar de ser em português do Brasil, esta assistente consegue perceber melhor o que eu digo do que a da Google.

No entanto, a primeira vez que pedi para ligar para o contacto “Pai” eu disse “- E aí Siri, ligar para o meu pai.” e a resposta foi épica: “- Eu nem sei quem você é. Tem de ir às definições….(etc)”. Ela lá ensina a colocar o meu próprio contacto com as informações pessoais, mas quando uma pessoa está a conduzir, quer é que ela ligue para o contacto e não seja filosofa. Ora no android, ligava e pronto.

Imagem: Apple.com

E por falar em carro, o meu tem alguns sistemas que ajudam a navegação e um deles é o CarPlay. Em muitas marcas é um extra, no meu carro não é excepção mas já lá vinha e por isso nunca me preocupei muito com isso. Posso dizer-vos que já testei, mas como nada pode acontecer de forma simples na minha vida… o iPhone que adquiri tem então carregamento rápido (uau, perfeito) e traz então um cabo tipo C para lightning em vez dos famosos USB normais. Adivinhem lá… pois claro, o meu carro não é velho mas se nem os telemóveis de hoje em dia trazem ligação tipo C, quanto mais um carro com uns anos! Mas esta é fácil, abrir os cordões à bolsa (logo eu, que sou forreta) e adquirir uns quantos cabos. Um para o carro, outro para o trabalho… enfim.

Mas afinal o iOS é mais fácil de utilizar?

No que toca então à famosa simplicidade e intuição do próprio iOS, vamos lá saber se isso é mesmo verdade. Mudar de iOS para android será sempre mais fácil do que o contrário. O iOS é sem dúvida intuitivo, mas já estamos tão disciplinados a fazer certas acções, que o intuitivo acaba por deixar de o ser.

Por exemplo, quando estou numa aplicação e abro uma notificação de outra, aparece no canto superior esquerdo uma seta a indicar a aplicação em que estava inicialmente para que possa voltar só com um clique.

Mas há coisas que não são de todo intuitivas, para sair de um vídeo no Youtube tenho de o voltar a colocar pequeno e depois sim sair? Para desbloquear o equipamento tenho sempre de deslizar para cima? Quero editar um despertador, não é carregar no que quero editar mas sim clicar em editar e depois sim escolher qual mudar? Não tenho um ecrã inicial limpinho de aplicações?

Estes são pormenores que nos fazem passar as primeiras semanas a desesperar para voltar para o android. Mas, apesar de não estar completamente apaixonada, o equipamento não bloqueia, nem nenhuma aplicação trava.

Foi raro o android que não bloqueei nos primeiros dias de utilização, e como sabem, testo equipamentos para todas as bolsas e de todas as marcas.

No fim das contas, para o que eu efectivamente vou usar o iPhone, principalmente quando souber mexer nele a 100%, ele é perfeito. As fotografias e vídeos são qualquer coisa de extraordinário e sem grande esforço.

A capacidade de resposta rápida, o ecrã com excelente qualidade, a bateria (pelo menos por agora), o sistema que funciona na perfeição.

Quando se quer qualidade topo, tem de se investir um pouco mais. Continuo a dizer que, o iPhone não é perfeito para muita gente que o usa. Há quem o compre só por ser um iPhone da moda e não utiliza metade das funções dele. No entanto, a utilização que dou a um smartphone carece de um gasto inicial maior e por isso é que foi necessário pensar na longevidade do mesmo.

Espero que as linhas acima vos ajudem a rir com a minha má experiência inicial e também a perceber se aguentam uma mudança sem querer atirar o telemóvel contra a parede. De lembrar que este é um resumo curto e que não espelha tudo o que passei neste início de utilização do iOS.

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