iPhone deverá escapar à exigência de baterias substituíveis na União Europeia
A nova regulamentação da União Europeia vai obrigar os fabricantes de smartphones a facilitar a substituição de baterias a partir de 2027. No entanto, os iPhones poderão não ser afetados por esta mudança, graças a exceções previstas na legislação.
Nova regra entra em vigor em 2027
A partir de 18 de fevereiro de 2027, todos os smartphones vendidos na União Europeia terão de permitir a substituição fácil das baterias pelos utilizadores. A medida visa aumentar a durabilidade dos dispositivos e reduzir o desperdício eletrónico.
Inicialmente, a exigência levantou dúvidas sobre o impacto em fabricantes como a Apple, conhecida por utilizar designs fechados nos seus equipamentos.
No entanto, o regulamento europeu (Artigo 11 do Regulamento 2023/1542) prevê exceções importantes. A exigência não se aplica a dispositivos cuja bateria mantenha pelo menos 80% da capacidade após 1000 ciclos de carga e que apresentem resistência certificada à água e poeiras.
Neste ponto, a Apple já antecipou o cenário. Enquanto modelos até ao iPhone 14 garantiam cerca de 500 ciclos, a partir do iPhone 15 a marca passou a assegurar 80% da capacidade após 1000 ciclos, alinhando-se com os critérios definidos pela legislação.
Impacto será maior em smartphones mais acessíveis
Com estas condições cumpridas, os iPhones não deverão necessitar de alterações estruturais para cumprir a nova lei. Por outro lado, fabricantes de equipamentos mais acessíveis poderão ter de adaptar os seus dispositivos, já que será mais difícil cumprir simultaneamente os requisitos de durabilidade da bateria e resistência à água.
Assim, o impacto da nova regulamentação deverá ser mais visível nos segmentos de entrada e gama média, enquanto os modelos topo de gama terão maior margem para beneficiar das exceções previstas.