Google destaca papel da IA na educação e propõe medidas para uso seguro entre jovens

A utilização de ferramentas de Inteligência Artificial para fins educativos está a crescer e já supera o uso para entretenimento, segundo dados divulgados pela Google. A empresa afirma que, entre adolescentes, há um interesse cada vez maior em recorrer à IA como apoio à aprendizagem e à criatividade — mas com uma procura clara por orientação de pais e professores.

No âmbito do Dia da Internet Mais Segura, a tecnológica reuniu um conjunto de recomendações e ferramentas que, segundo a empresa, podem ajudar famílias e escolas a promover um ambiente digital mais equilibrado e seguro.

Equilíbrio entre tempo online e offline é prioridade

A Google defende que saber quando desligar é tão importante quanto saber usar a tecnologia. A empresa destaca que recursos como o Family Link permitem aos pais gerir o tempo de ecrã, aprovar aplicações e definir filtros de conteúdo e privacidade.

Outra funcionalidade mencionada é o "Horário escolar", que limita distrações no dispositivo durante períodos de aula ou estudo, ajudando os alunos a manter o foco.

IA deve apoiar — e não substituir — o pensamento crítico

De acordo com a Google, o uso de IA na educação deve ser orientado para estimular o raciocínio e não apenas fornecer respostas prontas. A empresa cita experiências de aprendizagem guiada no Gemini, seu assistente de IA, que incentiva os estudantes a resolver problemas passo a passo.

A tecnológica também aponta que uma parte significativa de professores acredita que a IA pode contribuir para melhorar o desempenho dos alunos, desde que usada com acompanhamento pedagógico.

Identificar conteúdos criados por IA torna-se habilidade essencial

Com a popularização de ferramentas generativas, a Google ressalta a importância de os jovens aprenderem a reconhecer conteúdos produzidos por IA e a verificar informações online.

A empresa destaca iniciativas como o recurso "Acerca desta imagem" na Pesquisa, que fornece contexto adicional sobre imagens, e o SynthID, tecnologia que adiciona marcas d’água digitais para identificar conteúdos gerados por IA.

Além disso, métodos de verificação de informação, como investigar a fonte e rastrear a origem de afirmações, são apontados como práticas importantes para combater a desinformação.

Participação dos pais é vista como fundamental

A Google reforça que o envolvimento familiar é decisivo para uma navegação mais segura. A empresa menciona ferramentas de supervisão para adolescentes no YouTube, que permitem aos pais acompanhar atividades como publicações, subscrições e interações.

Segundo a tecnológica, o objetivo é equilibrar segurança e autonomia, oferecendo mais transparência sobre o uso das plataformas por parte dos jovens.

Cidadania digital e combate ao ciberbullying

A empresa também chama atenção para a importância da educação em cidadania digital. O programa "Be Internet Awesome", citado pela Google, disponibiliza materiais educativos voltados para segurança online, privacidade e comportamento responsável na internet.

O ciberbullying é apontado como uma das principais preocupações atuais, reforçando a necessidade de abordar o tema tanto nas escolas quanto em casa.

Iniciativa em Portugal quer formar pais e educadores

Especificamente em Portugal, a Google anunciou uma parceria com o projeto MiúdosSegurosNa.Net (Agarrados à Net) para lançar o programa Conheça o NOA (Meet LEO). A iniciativa tem como objetivo capacitar pais e educadores para a gestão da segurança digital de crianças e jovens.

Segundo a empresa, o programa deverá formar diretamente cerca de 300 profissionais, com impacto indireto estimado em mais de 9.000 pais e educadores ao longo do ano, através de ações de formação e recursos práticos.