Cinco coisas que os iPhones 12 têm mas os Android não têm

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Cinco coisas que os iPhones 12 têm mas os Android não têm
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O LifePatch publicou um artigo que abordou cinco coisas que os iPhones 12 não têm, mas os Android já têm. No entanto, também chegou a vez de fazer o inverso, ou seja, veja cinco coisas que os atuais iPhones 12 têm, mas ainda não chegaram aos dipositivos Android.

Independentemente da preferência dos consumidores entre iPhone (iOS) ou Android, a realidade é que ficarão bem servidos seja qual for a sua escolha. Mas para quem tem um gosto particular por tecnologia, o ideal seria poder usufruir o melhor dos dois mundos, isto é, utilizar um dispositivo com Android e outro com iOS, como é o meu caso. Isto porque como é evidente, existem coisas que uma plataforma oferece e a outra não, e vice-versa. Seja como for, veja as principais vantagens do atual iPhone, face aos atuais dispositivos com Android.

Face ID, o reconhecimento facial mais avançado

Desde a sua estreia no iPhone X, que esta biometria tornou-se o padrão para o desbloqueio de toda a linha de iPhones, à exceção do iPhone SE 2020 que ainda utiliza o sensor de impressões digitais. Lançado em 2017, o reconhecimento facial tem evoluído de tal forma que está significativamente mais rápido, funciona a uma distância maior, e em mais ângulos.

O Face ID poderá ser usado para mais coisas além de desbloquear o iPhone. Pode autorizar compras, pagamentos e iniciar sessão em várias aplicações de terceiros com um simples olhar para o iPhone. Embora no universo Android a biometria através do rosto chegasse primeiro, a verdade é que a sua segurança era tão má que a própria Google retirou essa funcionalidade nativa com o lançamento do Android 10. O reconhecimento facial dos dispositivos Android recorriam à câmara frontal para fazerem a autenticação, contudo era fácil ludibriar essa biometria com uma simples fotografia.

Outras fabricantes tentaram implementar esse recurso por conta própria, mas a maioria também acabaria por abandonar, devido à fraca segurança que proporcionava. O Pixel 4 foi o único dispositivo Android a apresentar um sistema de reconhecimento facial semelhante ao da Apple, mas a Google também o abandonou com o lançamento dos modelos seguintes como o Pixel 4a e o Pixel 5. Aliás, a segurança do reconhecimento facial nos dispositivos Android era tão má, que nenhuma entidade bancaria deu suporte à sua biometria para os utilizadores fazerem login em apps de homebanking, ao contrario do iPhone, em que os utilizadores tem esse recurso disponível.

AirDrop, devia ser obrigatório para todos os dispositivos

O AirDrop é uma tecnologia proprietária da Apple que permite partilhar e receber fotografias, documentos ou quaisquer tipo de ficheiros com outros dispositivos Apple nas proximidades. Apenas tem de definir a receção do AirDrop para “Todos” no iPhone ou iPad para receber qualquer ficheiro com uma rapidez sem igual.

Sem a necessidade de estar conectado a qualquer rede Wi-Fi, apenas precisa de ter o Wi-Fi e o Bluetooth dos dispositivos ligados, esta funcionalidade é sem sombra de duvida um must have que qualquer outro equipamento não Apple deveria ter. É pena ser uma tecnologia proprietária da Apple. Rumores indicam que a Google estará a trabalhar num recurso semelhante para o ecossistema Android, mas por enquanto ainda não existe nada semelhante.

Há soluções no universo Android que tentam colmatar esta “falha” como apps de terceiros ou até mesmo o Bluetooth, mas por vezes são complicadas para um utilizador comum, e são soluções lentas na transferência de ficheiros. O AirDrop, simplesmente funciona bem e rápido.

Suporte e atualizações por vários anos

Atualizações de sistema são o grande calcanhar de Aquiles de todos os dispositivos Android. O melhor que algumas fabricantes Android conseguem é entregar até 3 anos de atualizações de sistema para os seus dispositivos, como o caso da Google com a gama Pixel. Eventualmente outras fabricantes comprometem-se a fazer o mesmo, mas apenas para os topos de gama. As restantes gamas geralmente são abandonadas logo no primeiro ou segundo ano, o que faz com que muitos equipamentos Android saiam de fábrica e “morram” sem receber qualquer versão mais recente do sistema operativo da Google.

Por outro lado, a Apple é exímia nas atualizações de software seja para o iPhone ou para o iPad. A empresa sediada em Cupertino, garante atualizações de software por vários anos, o que em alguns casos ultrapassa os 5 anos. Nesse sentido garante as atualizações de segurança e algumas funcionalidades mais recentes para os equipamentos mais antigos.

Scanner LiDAR

O scanner LiDAR foi estreado no iPad Pro modelo de 2020 e agora chegou ao iPhone 12 Pro e 12 Pro Max. Esta tecnologia não é nova, não foi a Apple que a inventou e a frota de Lexus autónomos da Apple já tinham esta tecnologia embutida no teto dos veículos com recurso a muitos sensores LiDAR.

Numa análise mais redutora, a tecnologia LiDAR (Light Detection and Ranging) é um sistema ToF (Time of Flight) com recurso a raios laser invisíveis, que permite ao iPhone calcular a distância entre o dispositivo e um objeto. Isso é útil para melhorar significativamente as fotos e vídeos e aprimora ainda mais a experiência em realidade aumentada (AR). Isso é feito através do mapeamento 3D dum ambiente ou fundo, produzindo uma experiência em realidade aumentada instantânea e com cenas mais realistas.

A tecnologia LiDAR também melhora substancialmente o foco automático em cenas com pouca luz, o que por exemplo possibilita tirar fotografias em Modo Retrato com o Modo Noite ativo. É discutível se é uma tecnologia útil ou não, mas ainda assim ela está presente nos modelos Pro do iPhone 12, caso os potenciais utilizadores queriam utilizar. Nos dispositivos Android esta tecnologia ainda não chegou.

Ecossistema Apple

Este é um dos maiores trunfos que a Apple tem no seu portfólio de equipamentos. A integração entre dispositivos da marca como o iPhone, iPad, Mac, Apple TV, Apple Watch, AirPods, cria uma simbiose perfeita entre eles. É provável que o leitor tenha uma ideia um pouco abstrata do funcionamento do ecossistema Apple.

Só para perceber um pouco o funcionamento e integração dos dispositivos Apple, veja este simples exemplo entre muitos outros. Já tentou copiar um texto no seu smartphone e depois colar no seu computador ou tablet sem recurso a qualquer tipo de ligação? É possível fazer isso com o iPhone, iPad e Mac. Empresas como a Microsoft, Google, Samsung, Huawei entre outras esforçam-se ao longo dos anos para apresentarem um ecossistema tão robusto e completo, mas ao mesmo tempo extremamente simples de usar. A realidade é que nenhuma delas oferece uma experiencia tão satisfatória quanto a Apple oferece aos seus utilizadores.

Outros pormenores…

Em conclusão e na minha opinião, estas são as cinco coisas que os iPhones 12 têm mas os Android ainda não têm, mas que poderão ter no futuro. Certamente que há mais pontos que poderia esmiuçar, mas não achei que fossem mais importantes que os supracitados. Contudo, posso mencionar rapidamente.

Embora nenhum equipamento iOS ou Android seja 100% seguro, temos que admitir que a Apple leva uma vantagem nesse quesito em alguns equipamentos. Além disso, existe uma panóplia software exclusivo na App Store que infelizmente não existe na Play Store. Mesmo apps que sejam transversais às duas plataformas, as que são feitas para o iPhone estão mais bem “desenhadas”.

Por conseguinte, é possível ter o melhor de tudo num iPhone. Falo especificamente de software, onde é possível ter todo o software e serviços Apple, Google, Microsoft, etc, no iPhone. Num dispositivo Android, software e serviços proprietários Apple, são quase inexistentes. Por fim, não poderia deixar de mencionar os processadores da Apple que têm sempre um desempenho irrepreensível. Isso não significa que os concorrente são maus, definitivamente também são muito bons, mas a Apple está sempre à frente neste detalhe.

O que acha destas cinco coisas que os iPhones 12 têm mas os Android ainda não receberam? Deixe a sua opinião nos comentários.

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Samuel Pinto

Samuel Pinto

Nascido na belíssima cidade berço, tem como preocupação a relação entre o Homem e a tecnologia. “O problema não é se as máquinas pensam, mas se os homens o fazem” - Skinner

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