Caça F-35 poderá ser “desbloqueado” como um iPhone
O F-35 é um dos aviões de combate mais avançados do mundo. Trata-se de um caça furtivo de última geração, capaz de evitar radares, recolher enormes quantidades de informação em tempo real e executar missões muito complexas desde ataques a alvos no solo até combate aéreo. No entanto, grande parte do seu verdadeiro “poder” não está apenas na estrutura ou nos motores, mas sim no software que controla praticamente tudo dentro da aeronave.
Recentemente, um responsável da Defesa da Holanda fez uma afirmação “assustadora”. O mesmo indica que esse software pode ser “desbloqueado”, à semelhança do que acontece quando alguém faz jailbreak a um iPhone. Em teoria, isso significaria alterar o sistema para permitir instalar programas ou atualizações que não fossem aprovados pelos Estados Unidos, que são quem controla a plataforma.
A preocupação não é meramente técnica, é sobretudo política e estratégica. Atualmente, todos os países que operam F-35 dependem fortemente da infraestrutura norte-americana. O avião precisa de sistemas digitais centralizados para receber atualizações, dados de missão, diagnósticos e até planeamento operacional. Sem esse ecossistema, o funcionamento torna-se muito limitado.
Subtítulo: Israel beneficia da única exceção.
Israel é a única exceção parcial: conseguiu autorização para integrar software próprio e operar os seus F-35 com maior autonomia. Outros países tentaram proteger dados sensíveis, mas continuam dependentes da rede e do apoio técnico dos EUA.
Mesmo que um “desbloqueio” fosse tecnicamente possível, isso não resolveria o problema principal: a logística. Peças, manutenção, suporte e cadeias de abastecimento continuam sob controlo americano. Sem esse apoio, os aviões poderiam ficar rapidamente inoperacionais.
No fundo, esta discussão revela algo maior do que tecnologia: mostra como os sistemas militares modernos já não dependem apenas de hardware, mas também de quem controla o software e, com ele, a verdadeira autonomia de um país.